<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Top Dicas &#187; Economia</title>
	<atom:link href="http://www.topdicas.com.br/categoria/economia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.topdicas.com.br</link>
	<description>Melhores dicas da internet</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Aug 2011 03:44:21 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>História da Proibição da Maconha</title>
		<link>http://www.topdicas.com.br/2011/06/13/historia-da-proibicao-da-maconha/</link>
		<comments>http://www.topdicas.com.br/2011/06/13/historia-da-proibicao-da-maconha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 03:40:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Érico Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[marijuana]]></category>
		<category><![CDATA[proibição]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.topdicas.com.br/?p=1240</guid>
		<description><![CDATA[A proibição da cannabis pode ter mais a ver com interesses morais, políticos e econômicos do que com argumentos científicos. Saiba mais sobre os efeitos dela e sua influência na história da civilização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><div>
<p>Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico de maconha. A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX. Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação.</p>
<p>Não é fácil falar desse assunto – admito que levei um dia inteiro para compor o parágrafo acima. O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema já é interpretada como “apologia às drogas” e, portanto, punível com cadeia. O fato é que, apesar da desinformação dominante, sabe-se muito sobre a maconha. Ela é cultivada há milênios e centenas de pesquisas já foram feitas sobre o assunto. O que tentei fazer foi condensar nestas páginas o conhecimento que a humanidade reuniu sobre a droga nos milênios em que convive com ela.</p>
<p><span id="more-1240"></span></p>
<p><strong>Por que é proibido?</strong></p>
<p>“O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada um dia depois de mergulhar do quinto andar de um prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi homicídio. O assassino foi um narcótico conhecido na América como marijuana e na história como haxixe. Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel.” Começa assim a matéria “Marijuana: assassina de jovens”, publicada em 1937 na revista American Magazine. A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um funcionário do governo chamado _______________. Se a maconha, hoje, é ilegal em praticamente todo o mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi ele.</p>
<p>Nas primeiras décadas do século XX, a maconha era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, maconha era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca.</p>
<p>Pouca gente sabia, entretanto, que a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios – de xaropes para tosse a pílulas para dormir – continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de maconha. A indústria de tecidos também dependia da cannabis – o tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de maconha. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.</p>
<p>Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a maconha entrou na vida de muita gente – e não só dos mexicanos. “A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ da maconha”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). “Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar”, escreveu.</p>
<p>Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a maconha que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com a maconha) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas a maconha é inocente disso). Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.</p>
<p>Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antimaconha e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.</p>
<p>Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. “A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo”, afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo.</p>
<p>Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado. “A maconha foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon”, afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.</p>
<p>Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a maconha: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de papel de cânhamo.</p>
<p>Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da maconha, “algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos”.</p>
<p>Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.</p>
<p>Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e passou a freqüentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também começou a encontrar líderes de vários países e a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil convencer os governos – já na década de 20 o Brasil adotava leis federais antimaconha. A Europa também embarcou na onda proibicionista.</p>
<p>“A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias”, diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos. Funciona assim: maconha é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. “Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia”, diz Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos – eles estarão sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso no mundo. O governo brasileiro achou ótimo mais esse instrumento para manter os negros sob controle. Os europeus também adoraram poder enquadrar seus imigrantes.</p>
<p>A proibição foi virando uma forma de controle internacional por parte dos Estados Unidos, especialmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU determinou que as drogas são ruins para a saúde e o bem-estar da humanidade e, portanto, eram necessárias ações coordenadas e universais para reprimir seu uso. “Isso abriu espaço para intervenções militares americanas”, diz Maierovitch. “Virou um pretexto oportuno para que os americanos possam entrar em outros países e exercer os seus interesses econômicos.”</p>
<p>Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na ilegalidade, a maconha entre elas. Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN. Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da maconha estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou “guerra às drogas” e criou o DEA (em português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.</p>
<p><strong>Maconha faz mal?</strong></p>
<p>Taí uma pergunta que vem sendo feita faz tempo. Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta mais honesta é: faz, mas muito pouco e só para casos extremos. O uso moderado não faz mal. A preocupação da ciência com esse assunto começou em 1894, quando a Índia fazia parte do Império Britânico. Havia, então, a desconfiança de que o bhang, uma bebida à base de maconha muito comum na Índia, causava demência. Grupos religiosos britânicos reivindicavam sua proibição. Formou-se a Comissão Indiana de Drogas da Cannabis, que passou dois anos investigando o tema. O relatório final desaconselhou a proibição: “O bhang é quase sempre inofensivo quando usado com moderação e, em alguns casos, é benéfico. O abuso do bhang é menos prejudicial que o abuso do álcool”.</p>
<p>Em 1944, um dos mais populares prefeitos de Nova York, Fiorello La Guardia, encomendou outra pesquisa. Em meio à histeria antimaconha de Anslinger, La Guardia resolveu conferir quais os reais riscos da tal droga assassina. Os cientistas escolhidos por ele fizeram testes com presidiários (algo comum na época) e concluíram: “O uso prolongado da droga não leva à degeneração física, mental ou moral”. O trabalho passou despercebido no meio da barulheira proibicionista de Anslinger.</p>
<p>A partir dos anos 60, várias pesquisas parecidas foram encomendadas por outros governos. Relatórios produzidos na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos aconselharam um afrouxamento nas leis. Nenhuma dessas pesquisas foi suficiente para forçar uma mudança. Mas a experiência mais reveladora sobre a maconha e suas conseqüências foi realizada fora do laboratório. Em 1976, a Holanda decidiu parar de prender usuários de maconha desde que eles comprassem a droga em cafés autorizados. Resultado: o índice de usuários continua comparável aos de outros países da Europa. O de jovens dependentes de heroína caiu – estima-se que, ao tirar a maconha da mão dos traficantes, os holandeses separaram essa droga das mais pesadas e, assim, dificultaram o acesso a elas.</p>
<p>Nos últimos anos, os possíveis males da maconha foram cuidadosamente escrutinados – às vezes por pesquisadores competentes, às vezes por gente mais interessada em convencer os outros da sua opinião. Veja abaixo um resumo do que se sabe:</p>
<p><strong>Câncer</strong><br />
Não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro. Isso não quer dizer que não haja. Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada – porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que uma bomba semelhante esteja para explodir no caso da maconha, cujo uso se popularizou a partir dos anos 60. O que se sabe é que o cigarro de maconha tem praticamente a mesma composição de um cigarro comum – a única diferença significativa é o princípio ativo. No cigarro é a nicotina, na maconha o tetrahidrocanabinol, ou THC. Também é verdade que o fumante de maconha tem comportamentos mais arriscados que o de cigarro: traga mais profundamente, não usa filtro e segura a fumaça por mais tempo no pulmão (o que, aliás, segundo os cientistas, não aumenta os efeitos da droga).</p>
<p>Em compensação, boa parte dos maconheiros fuma muito menos e pára ou reduz o consumo depois dos 30 anos (parar cedo é sabidamente uma forma de diminuir drasticamente o risco de câncer). Em resumo: o usuário eventual de maconha, que é o mais comum, não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Quem fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.</p>
<p><strong>Dependência</strong><br />
Algo entre 6% e 12% dos usuários, dependendo da pesquisa, desenvolve um uso compulsivo da maconha (menos que a metade das taxas para álcool e tabaco). A questão é: será que a maconha é a causa da dependência ou apenas uma válvula de escape. “Dependência de maconha não é problema da substância, mas da pessoa”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Escola Paulista de Medicina. Segundo Dartiu, há um perfil claro do dependente de maconha: em geral, ele é jovem, quase sempre ansioso e eventualmente depressivo. Pessoas que não se encaixam nisso não desenvolvem o vício. “E as que se encaixam podem tanto ficar dependentes de maconha quanto de sexo, de jogo, de internet”, diz.</p>
<p>Muitos especialistas apontam para o fato de que a maconha está ficando mais perigosa – na medida em que fica mais potente. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o skunk. No último ano, foram apreendidos carregamentos de maconha alterada geneticamente no Leste europeu – a engenharia genética é usada para aumentar a potência, o que poderia aumentar o potencial de dependência. Segundo o farmacólogo Leslie Iversen, autor do ótimo The Science of Marijuana (A ciência da maconha, sem tradução para o português) e consultor para esse tema da Câmara dos Lordes (o Senado inglês), esses temores são exagerados e o aumento da concentração de THC não foi tão grande assim.</p>
<p>Para além dessa discussão, o fato é que, para quem é dependente, maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdade para crianças e adolescentes. “O sujeito com 15 anos não está com a personalidade formada. O uso exagerado de maconha pode ser muito danoso a ele”, diz Dartiu. O maior risco para adolescentes que fumam maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em algumas pessoas. A síndrome amotivacional é muito mais freqüente em jovens e realmente atrapalha a vida – é quase certeza de bomba na escola e de crise na família.</p>
<p><strong>Danos cerebrais</strong><br />
“Maconha mata neurônios.” Essa frase, repetida há décadas, não passa de mito. Bilhões de dólares foram investidos para comprovar que o THC destrói tecido cerebral – às vezes com pesquisas que ministravam doses de elefante em ratinhos -, mas nada foi encontrado.</p>
<p>Muitas experiências foram feitas em busca de danos nas capacidades cognitivas do usuário de maconha. A maior preocupação é com a memória. Sabe-se que o usuário de maconha, quando fuma, fica com a memória de curto prazo prejudicada. São bem comuns os relatos de pessoas que têm idéias que parecem geniais durante o “barato”, mas não conseguem lembrar-se de nada no momento seguinte. Isso acontece porque a memória de curto prazo funciona mal sob o efeito de maconha e, sem ela, as memórias de longo prazo não são fixadas (é por causa desse “desligamento” da memória que o usuário perde a noção do tempo). Mas esse dano não é permanente. Basta ficar sem fumar que tudo volta a funcionar normalmente. O mesmo vale para o raciocínio, que fica mais lento quando o usuário fuma muito freqüentemente.</p>
<p>Há pesquisas com usuários “pesados” e antigos, aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos, que mostraram que eles se saem um pouco pior em alguns testes, principalmente nos de memória e de atenção. As diferenças, no entanto, são sutis. Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória.</p>
<p><strong>Coração</strong><br />
O uso de maconha dilata os vasos sangüíneos e, para compensar, acelera os batimentos cardíacos. Isso não oferece risco para a maioria dos usuários, mas a droga deve ser evitada por quem sofre do coração.</p>
<p><strong>Infertilidade</strong><br />
Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ninguém conseguiu provar que isso possa causar infertilidade, muito menos impotência. Também está claro que os espermatozóides voltam ao normal quando se pára de fumar.</p>
<p><strong>Depressão imunológica</strong><br />
Nos anos 70, descobriu-se que o THC afeta os glóbulos brancos, células de defesa do corpo. No entanto, nenhuma pesquisa encontrou relação entre o uso de maconha e a incidência de infecções.</p>
<p><strong>Loucura</strong><br />
No passado, acreditava-se que maconha causava demência. Isso não se confirmou, mas sabe-se que a droga pode precipitar crises em quem já tem doenças psiquiátricas.</p>
<p><strong>Gravidez</strong><br />
Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram muita maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. Outras não confirmaram a suspeita. De qualquer maneira, é melhor evitar qualquer droga psicoativa durante a gestação. Sem dúvida, a mais perigosa delas é o álcool.</p>
<p><strong>Maconha faz bem?</strong></p>
<p>No geral, não. A maioria das pessoas não gosta dos efeitos e as afirmações de que a erva, por ser “natural”, faz bem, não passam de besteira. Outros adoram e relatam que ela ajuda a aumentar a criatividade, a relaxar, a melhorar o humor, a diminuir a ansiedade. É inevitável: cada um é um.</p>
<p>O uso medicinal da maconha é tão antigo quanto a maconha. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo – ou seja, criar uma maconha que não dê “barato”. Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o uso médico da cannabis é proibido e milhares de pessoas usam o remédio ilegalmente. Conheça alguns dos usos:</p>
<p><strong>Câncer</strong><br />
Pessoas tratadas com quimioterapia muitas vezes têm enjôos terríveis, eventualmente tão terríveis que elas preferem a doença ao remédio. Há medicamentos para reduzir esse enjôo e eles são eficientes. No entanto, alguns pacientes não respondem a nenhum remédio legal e respondem maravilhosamente à maconha. Era o caso do brilhante escritor e paleontólogo Stephen Jay Gould, que, no mês passado, finalmente, perdeu uma batalha de 20 anos contra o câncer (veja mais sobre ele na página 23). Gould nunca tinha usado drogas psicoativas – ele detestava a idéia de que interferissem no funcionamento do cérebro. Veja o que ele disse: “A maconha funcionou como uma mágica. Eu não gostava do ‘efeito colateral’ que era o borrão mental. Mas a alegria cristalina de não ter náusea – e de não experimentar o pavor nos dias que antecediam o tratamento – foi o maior incentivo em todos os meus anos de quimioterapia”.</p>
<p><strong>Aids</strong><br />
Maconha dá fome. Qualquer um que fuma sabe disso (aliás, esse é um de seus inconvenientes: ela engorda). Nenhum remédio é tão eficiente para restaurar o peso de portadores do HIV quanto a maconha. E isso pode prolongar muito a vida: acredita-se que manter o peso seja o principal requisito para que um soropositivo não desenvolva a doença. O problema: a cannabis tem uma ação ainda pouco compreendida no sistema imunológico. Sabe-se que isso não representa perigo para pessoas saudáveis, mas pode ser um risco para doentes de Aids.</p>
<p><strong>Esclerose múltipla</strong><br />
Essa doença degenerativa do sistema nervoso é terrivelmente incômoda e fatal. Os doentes sentem fortes espasmos musculares, muita dor e suas bexigas e intestinos funcionam muito mal. Acredita-se que ela seja causada por uma má função do sistema imunológico, que faz com que as células de defesa ataquem os neurônios. A maconha alivia todos os sintomas. Ninguém entende bem por que ela é tão eficiente, mas especula-se que tenha a ver com seu pouco compreendido efeito no sistema imunológico.</p>
<p><strong>Dor</strong><br />
A cannabis é um analgésico usado em várias ocasiões. Os relatos de alívio das cólicas menstruais são os mais promissores.</p>
<p><strong>Glaucoma</strong><br />
Essa doença caracteriza-se pelo aumento da pressão do líquido dentro do olho e pode levar à cegueira. Maconha baixa a pressão intraocular. O problema é que, para ser um remédio eficiente, a pessoa tem que fumar a cada três ou quatro horas, o que não é prático e, com certeza, é nocivo (essa dose de maconha deixaria o paciente eternamente “chapado”). Há estudos promissores com colírios feitos à base de maconha, que agiriam diretamente no olho, sem afetar o cérebro.</p>
<p><strong>Ansiedade</strong><br />
Maconha é um remédio leve e pouco agressivo contra a ansiedade. Isso, no entanto, depende do paciente. Algumas pessoas melhoram após fumar; outras, principalmente as pouco habituadas à droga, têm o efeito oposto. Também há relatos de sucesso no tratamento de depressão e insônia, casos em que os remédios disponíveis no mercado, embora sejam mais eficientes, são também bem mais agressivos e têm maior potencial de dependência.</p>
<p><strong>Dependência</strong><br />
Dois psiquiatras brasileiros, Dartiu Xavier e Eliseu Labigalini, fizeram uma experiência interessante. Incentivaram dependentes de crack a fumar maconha no processo de largar o vício. Resultado: 68% deles abandonaram o crack e, depois, pararam espontaneamente com a maconha, um índice altíssimo. Segundo eles, a maconha é um remédio feito sob medida para combater a dependência de crack e cocaína, porque estimula o apetite e combate a ansiedade, dois problemas sérios para cocainômanos. Dartiu e Eliseu pretendem continuar as pesquisas, mas estão com problemas para conseguir financiamento – dificilmente um órgão público investirá num trabalho que aposte nos benefícios da maconha.</p>
<p><strong>O passado</strong></p>
<p>O primeiro registro do contato entre o Homo sapiens e a Cannabis sativa é de 6 000 anos atrás. Trata-se da marca de uma corda de cânhamo impressa em cacos de barro, na China. O emprego da fibra, não só em cordas mas também em vários tecidos e, depois, na fabricação de papel, é um dos mais antigos usos da maconha. Graças a ele, a planta, original da região ao norte do Afeganistão, nos pés do Himalaia, tornou-se a primeira cultivada pelo homem com usos não alimentícios e espalhou-se por toda a Ásia e depois pela Europa e África.</p>
<p>Mas há um uso da maconha que pode ser tão antigo quanto o da fibra do cânhamo: o medicinal. Os chineses conhecem há pelo menos 2 000 anos o poder curativo da droga, como prova o Pen-Ts’ao Ching, considerado a primeira farmacopéia conhecida do mundo (farmacopéia é um livro que reúne fórmulas e receitas de medicamentos). O livro recomenda o uso da maconha contra prisão-de-ventre, malária, reumatismo e dores menstruais. Também na Índia, a erva já há milênios é parte integral da medicina ayurvédica, usada no tratamento de dezenas de doenças. Sem falar que ela ocupa um lugar de destaque na religião hindu. Pela mitologia, maconha era a comida favorita do deus Shiva, que, por isso, viveria o tempo todo “chapado”. Tomar bhang seria uma forma de entrar em comunhão com Shiva.</p>
<p>O Hinduísmo não é a única religião a dar destaque para a cannabis. Para os budistas da tradição Mahayana, Buda passou seis anos comendo apenas uma semente de maconha por dia. Sua iluminação teria sido atingida após esse período de quase-jejum. Da Índia, a maconha migrou para a Mesopotâmia, ainda em tempos pré-cristãos, e de lá para o Oriente Médio. Portanto, ela já estava presente na região quando começou a expansão do Império Árabe. Com a proibição do álcool entre o povo de Maomé, iniciou-se uma acalorada discussão sobre se a maconha deveria ser banida também. Por séculos, consumiu-se cannabis abundantemente nas terras muçulmanas até que, na Idade Média, muitos islâmicos abandonaram o hábito. A exceção foram os sufi, membros de uma corrente considerada mais mística e esotérica do Islã, que, até bem recentemente, consideravam a cannabis fundamental em seus ritos.</p>
<p>Os gregos usaram velas e cordas de cânhamo nos seus navios, assim como, depois, os romanos. Sabe-se que o Império Romano tinha pelo menos conhecimento dos poderes psicoativos da maconha. O historiador latino Tácito, que viveu no século I d.C., relata que os citas, um povo da atual Turquia, tinham o costume de armar uma tenda, acender uma fogueira e queimar grande quantidade de maconha. Daí ficavam lá dentro, numa versão psicodélica do banho turco.</p>
<p>Graças ao contato com os árabes, grande parte da África conheceu a erva e incorporou-a aos seus ritos e à sua medicina – dos países muçulmanos acima do Saara até os zulus da África do Sul. A Europa toda também passou a plantar maconha e usava extensivamente a fibra do cânhamo, mas há raríssimos registros do seu uso como psicoativo naquele continente. Pode ser que isso se deva ao clima. O THC é uma resina produzida pela planta para proteger suas folhas e flores do sol forte. Na fria Europa, é possível que tenha se desenvolvido uma variação da Cannabis sativa com menos THC, já que não havia tanto sol para ameaçar o arbusto.</p>
<p>O fato é que, na Renascença, a maconha se transformou no principal produto agrícola da Europa. E sua importância não foi só econômica: a planta teve uma grande participação na mudança de mentalidade que ocorreu no século XV. Os primeiros livros depois da revolução de Gutemberg foram impressos em papel de cânhamo. As pinturas dos gênios da arte eram feitas em telas de cânhamo (canvas, a palavra usada em várias línguas para designar “tela”, é uma corruptela holandesa do latim cannabis). E as grandes navegações foram impulsionadas por velas de cânhamo – segundo o autor americano Rowan Robinson, autor de O Grande Livro da Cannabis, havia 80 toneladas de cânhamo, contando o velame e as cordas, no barco comandado por Cristóvão Colombo em 1496. Ou seja, a América foi descoberta graças à maconha. Irônico.</p>
<p>Sobre as luzes da Renascença caíram as sombras da Inquisição – um período em que a Igreja ganhou muita força e passou a exercer o papel de polícia, julgando hereges em seu tribunal e condenando bruxas à fogueira. “As bruxas nada mais eram do que as curandeiras tradicionais, principalmente as de origem celta, que utilizavam plantas para tratar as pessoas, às vezes plantas com poderes psicoativos”, diz o historiador Henrique Carneiro, especialista em drogas da Universidade Federal de Ouro Preto. Não há registros de que maconheiros tenham sido queimados no século XVI – inclusive porque o uso psicoativo da maconha era incomum na Europa -, mas é certo que cristalizou-se naquela época uma antipatia cristã por plantas que alteram o estado de consciência. “O Cristianismo afirmou seu caráter de religião imperial e, sob seus domínios, a única droga permitida é o álcool, associado com o sangue de Cristo”, diz Henrique.</p>
<p>Em 1798, as tropas de Napoleão conquistaram o Egito. Até hoje não estão muito claras as razões pelas quais o imperador francês se aventurou no norte da África (vaidade, talvez). Mas pode ser que o principal motivo fosse a intenção de destruir as plantações de maconha, que abasteciam de cânhamo a poderosa Marinha da Inglaterra. O fato é que coube a Napoleão promulgar a primeira lei do mundo moderno proibindo a maconha. Os egípcios eram fumantes de haxixe, a resina extraída da folha e da flor da maconha constituída de THC concentrado. Mas a proibição saiu pela culatra. Os egípcios ignoraram a lei e continuaram fumando como sempre fizeram. Em compensação, os europeus ouviram falar da droga e ela rapidamente virou moda na Europa, principalmente entre os intelectuais. “O haxixe está substituindo o champagne”, disse o escritor Théophile Gautier em 1845, depois da conquista da Argélia, que, na época, era outro grande consumidor de THC.</p>
<p>No Brasil, a planta chegou cedo, talvez ainda no século XVI, trazida pelos escravos (o nome “maconha” vem do idioma quimbundo, de Angola. Mas, até o século XIX, era mais usual chamar a erva de fumo-de-angola ou de diamba, nome também quimbundo). Por séculos, a droga foi tolerada no país, provavelmente fumada em rituais de candomblé (teria sido o presidente Getúlio Vargas que negociou a retirada da maconha dos terreiros, em troca da legalização da religião). Em 1830, o Brasil fez sua primeira lei restringindo a planta. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro tornou ilegal a venda e o uso da droga na cidade e determinou que “os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20 000 réis, e os escravos e demais pessoas, que dele usarem, em três dias de cadeia.” Note que, naquela primeira lei proibicionista, a pena para o uso era mais rigorosa que a do traficante. Há uma razão para isso. Ao contrário do que acontece hoje, o vendedor vinha da classe média branca e o usuário era quase sempre negro e escravo.</p>
<p><strong>O presente</strong></p>
<p>Segundo dados da ONU, 147 milhões de pessoas fumam maconha no mundo, o que faz dela a terceira droga psicoativa mais consumida do mundo, depois do tabaco e do álcool. A droga é proibida em boa parte do mundo, mas, desde que a Holanda começou a tolerá-la, na década de 70, alguns outros países europeus seguiram os passos da descriminalização. Itália e Espanha há tempos aceitam pequenas quantidades da erva – embora a Espanha esteja abandonando a posição branda e haja projetos de lei, na Itália, no mesmo sentido. O Reino Unido acabou de anunciar que descriminalizou o uso da maconha – a partir do ano que vem, a droga será apreendida e o portador receberá apenas uma advertência verbal. Os ingleses esperam, assim, poder concentrar seus esforços na repressão de drogas mais pesadas.</p>
<p>No ano passado, Portugal endureceu as penas para o tráfico, mas descriminalizou o usuário de qualquer droga, desde que ele seja encontrado com quantidades pequenas. Porte de drogas virou uma infração administrativa, como parar em lugar proibido.</p>
<p>Nos últimos anos, os Estados Unidos também mudaram sua forma de lidar com as drogas. Dentro da tendência mundial de ver a questão mais como um problema de saúde do que criminal, o país, em vez de botar na cadeia, obriga o usuário a se tratar numa clínica para dependentes. “Essa idéia é completamente equivocada”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, refletindo a opinião de muitos especialistas. “Primeiro porque nem todo usuário é dependente. Segundo, porque um tratamento não funciona se é compulsório – a pessoa tem que querer parar”, diz. No sistema americano, quem recusa o tratamento ou o abandona vai para a cadeia. Portanto, não é uma descriminalização. “Chamo esse sistema de ‘solidariedade autoritária’”, diz o jurista Maierovitch. O Brasil planeja adotar o mesmo modelo.</p>
<p><strong>O futuro</strong></p>
<p>Há possibilidades de uma mudança no tratamento à maconha? “No Brasil, não é fácil”, diz Maierovitch, que, enquanto era secretário nacional antidrogas do governo de Fernando Henrique Cardoso, planejou a descriminalização. “A lei hoje em vigor em Portugal foi feita em conjunto conosco, com o apoio do presidente”, afirma. A idéia é que ela fosse colocada em prática ao mesmo tempo nos dois países. Segundo Maierovitch, Fernando Henrique mudou de idéia depois. O jurista afirma que há uma enorme influência americana na política de drogas brasileira. O fato é que essa questão mais tira do que dá votos e assusta os políticos – e não só aqui no Brasil. O deputado federal Fernando Gabeira, hoje no Partido dos Trabalhadores, é um dos poucos identificados com a causa da descriminalização. “Pretendo, como um primeiro passo, tentar a legalização da maconha para uso médico”, diz. Mas suas idéias estão longe de ser unanimidade mesmo dentro do seu partido.</p>
<p>No remoto caso de uma legalização da compra e da venda, haveria dois modelos possíveis. Um seria o monopólio estatal, com o governo plantando e fornecendo as drogas, para permitir um controle maior. A outra possibilidade seria o governo estabelecer as regras (composição química exigida, proibição para menores de idade, proibição para fumar e dirigir), cobrar impostos (que seriam altíssimos, inclusive para evitar que o preço caia muito com o fim do tráfico ilegal) e a iniciativa privada assumir o lucrativo negócio. Não há no horizonte nenhum sinal de que isso esteja para acontecer. Mas a Super apurou, em consulta ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, que a Souza Cruz registrou, em 1997, a marca Marley – fica para o leitor imaginar que produto a empresa de tabaco pretende comercializar com o nome do ídolo do reggae.</p>
<p><strong>Frases</strong></p>
<p><em>“A popularidade da maconha explodiu em 1920, quando o álcool foi proibido”</em></p>
<p><em>“O consumo moderado de maconha não provoca nenhum dano sério à saúde”</em></p>
<p><em>“Das cordas às velas, havia 80 toneladas de cânhamo no navio de Colombo”</em></p>
<p><strong>Para saber mais</strong></p>
<p><strong>Na livraria</strong></p>
<p><em>O Grande Livro da Cannabis</em>, Rowan Robinson, Jorge Zahar, 1999</p>
<p><em>A Maconha</em>, Fernando Gabeira, Publifolha, 2000</p>
<p><em>Science of Marijuana</em>, Leslie L. Iversen, Oxford, Ingleterra, 2000</p>
<p><em>The Pursuit of Oblivion: A Global History of Narcotics 1500-2000</em>, Richard Davenport-Hines, Weidenfeld &amp; Nicolson, Ingleterra, 2001</p>
<p><em>Diamba Sarabamba</em>, Anthony Henman e Osvaldo Pessoa Jr. (organizações), Ground, 1986</p>
<p><em>Plantas de los Dioses</em>, Richard Evans Schultes e Albert Hofmann, Fondo de Cultura Económica, México, 1982</p>
<p><em>The Emperor Wears no Clothes</em>, Jack Herer, Green Planet Company, Inglaterra, 1994</p>
<p><em>Green Gold the Tree of Life</em>, Chris Bennett, Lynn e Osbum, Judy Osbum, Access, EUA, 1995</p>
<p><em>Amores e Sonhos da Flora</em>, Henrrique Carneiro, Xamã, 2002</p>
<p>Fonte: <a title="A verdade sobre a maconha" href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_120586.shtml" target="_blank">Super Interessante</a></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.topdicas.com.br/2011/06/13/historia-da-proibicao-da-maconha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como levar dinheiro em uma viagem?</title>
		<link>http://www.topdicas.com.br/2008/09/04/como-levar-dinheiro-em-uma-viagem/</link>
		<comments>http://www.topdicas.com.br/2008/09/04/como-levar-dinheiro-em-uma-viagem/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 21:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lílian Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[cartão]]></category>
		<category><![CDATA[cartões de crédito]]></category>
		<category><![CDATA[cheques de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[exterior]]></category>
		<category><![CDATA[levar dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[travellers cheques]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.topdicas.com.br/?p=321</guid>
		<description><![CDATA[Conheça as alternativas para levar dinheiro de forma segura em uma viagem. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">Conheça as alternativas para levar dinheiro de forma segura em uma viagem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.topdicas.com.br/wp-content/uploads/2008/09/mundo.jpg" rel="lightbox"><img class="size-full wp-image-322  aligncenter" title="mundo" src="http://www.topdicas.com.br/wp-content/uploads/2008/09/mundo.jpg" alt="" width="194" height="160" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O método mais seguro continua sendo levar travellers cheques (cheques de viagem). Eles são aceitos no mundo todo. Se você tiver o cuidado de anotar o número de cada um e o valor correspondente, eles serão imediatamente substituídos em caso de roubo ou perda. Os mais usados são Thomas Cook, American Express e Visa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-321"></span>Os cartões de crédito são a segunda melhor opção.<br />
Não se esqueça de fazer cópias de cada cartão dos dois lados para, em caso de perda ou roubo, ter os dados para cancelá-los imediatamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os cartões eletrônicos para movimentar contas bancárias também são seguros.</p>
<p style="text-align: justify;">O dinheiro em espécie é necessário para algumas transações. Procure levar uma pequena quantia.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você tem uma conta bancária, é muito simples movimentá-la pela internet em qualquer lugar do mundo.<br />
Antes de viajar, consulte o gerente da sua conta sobre o acesso no exterior e sobre como sacar dinheiro em outros países.</p>
<p style="text-align: justify;"><a name="Comolevardinheiroemumaviagem%3F-Importante"></a><strong>Importante</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Você pode usar métodos seguros para levar dinheiro em espécie e se proteger de roubos, como cintos de viagem. Eles podem ser colocados na região da cintura ou na perna, sempre embaixo da roupa. Outra opção são bolsinhas que podem ser penduras no pescoço.</li>
<li>Tenha sempre várias cópias dos cartões de crédito, dos dois lados. Mas é recomendável riscar a data de validade e o código de segurança. Não anote as senhas.</li>
<li>Se você viajar com um parente ou amigo, cada um deve levar o seu cartão de crédito. Cuidado porque, no caso de cancelamento de cartões, os dos dependentes também serão cancelados.</li>
<li style="text-align: justify;">Não esqueça que as compras feitas com cartão serão pagas depois convertidas na sua moeda. Se você tiver mais de um cartão, compare os valores de conversão do dólar e use o que tiver a melhor cotação.  </li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.topdicas.com.br/2008/09/04/como-levar-dinheiro-em-uma-viagem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como economizar e perder peso ao mesmo tempo?</title>
		<link>http://www.topdicas.com.br/2008/08/22/como-economizar-e-perder-peso-ao-mesmo-tempo/</link>
		<comments>http://www.topdicas.com.br/2008/08/22/como-economizar-e-perder-peso-ao-mesmo-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 07:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lílian Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[economizar]]></category>
		<category><![CDATA[esforço]]></category>
		<category><![CDATA[exercício]]></category>
		<category><![CDATA[hábito]]></category>
		<category><![CDATA[perder peso]]></category>
		<category><![CDATA[preço]]></category>
		<category><![CDATA[reeducação]]></category>
		<category><![CDATA[saudável]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sedentarismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.topdicas.com.br/?p=289</guid>
		<description><![CDATA[Economizar e perder peso estão entre as resoluções mais freqüentes entre as mulheres (e homens também). Se você tem esses objetivos em mente, vale conferir as dicas abaixo, que podem ajudá-la a alcançar esse objetivo duplo. Seu corpo e seu orçamento certamente irão agradecer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">Economizar e perder peso estão entre as resoluções mais freqüentes entre as mulheres (e homens também). Se você tem esses objetivos em mente, vale conferir as dicas abaixo, que podem ajudá-la a alcançar esse objetivo duplo. Seu corpo e seu orçamento certamente irão agradecer.</p>
<p>A regra básica para alcançar o sucesso é a de fazer, você mesma, coisas que, por falta de tempo ou interesse, acaba pagando para que outras pessoas executem em seu lugar. É bem verdade que, diante de uma agenda bastante apertada, a perspectiva de adicionar mais tarefas ao seu dia-a-dia parece no mínimo desanimadora.</p>
<p>Porém, quando você perceber os benefícios na sua conta bancária e na sua cintura, certamente vai se sentir mais motivada. É claro que o seu tempo também tem preço. Portanto, a idéia aqui não é fazer com que deixe de realizar o que gosta, ou pelo que você é remunerada, em favor de tarefas pelas quais não se interesse ou que não lhe oferecem benefício.</p>
<p><strong>É preciso se reeducar</strong></p>
<p>Não há como negar que queimar calorias e adotar uma dieta mais saudável são medidas fundamentais na guerra contra o excesso de peso. Trata-se de um processo que envolve uma revisão de hábitos ou, como os especialistas gostam de chamar, um processo de reeducação.</p>
<p><span id="more-289"></span>A intenção não é acabar com as poucas horas de tranqüilidade que você tem depois do serviço, mas sim ajudá-la neste processo de reeducação. Se você não tem tempo para a academia, sente-se cansada para acordar cedo e correr, é possível incluir algumas tarefas domésticas no seu dia-a-dia que contribuam para diminuir seu sedentarismo, e que, ao mesmo tempo, possibilitem alguma economia de dinheiro. Então, por que tanta relutância?</p>
<p><strong>Metas devem ser atingíveis</strong></p>
<p>Em geral, o recomendável para se manter o corpo saudável é praticar exercícios regulares por pelo menos uma hora todos os dias, o que, dependendo da intensidade do exercício, permitiria a queima de algo entre 100 e 400 calorias.</p>
<p>Como não existe nada mais regular do que a prática de serviços de manutenção da sua casa, do seu carro etc, basta um pouco de esforço e rapidamente você consegue estabelecer uma lista de tarefas que poderá assumir sem grandes dificuldades.</p>
<p>Contudo, assim como no caso da poupança programada, de nada adianta você estabelecer metas muito drásticas, porque logo irá abandoná-las. Seja realista e comece aos poucos, e à medida que for se sentindo mais preparada, aumente a carga das tarefas e, conseqüentemente, das economias.</p>
<p><strong>Faça você mesma</strong></p>
<p>A sociedade moderna nos trouxe confortos que acabam facilitando a nossa vida mas que, por outro lado, incentivam o sedentarismo. Exemplos disso não faltam. Há tempos que dirigir nos grandes centros urbanos se tornou sinônimo de stress e nervoso.</p>
<p>Por que não trocar a meia hora que você perde procurando uma vaga em estacionamento do shopping por uma caminhada rápida a alguma loja de bairro? Enquanto na ida ao shopping você se desgasta com tanta fila e aglomeração, a alternativa de visitar as lojas de bairro pode fazer bem à sua saúde e ao seu bolso. Os médicos estimam que seja possível queimar 270 calorias em uma visita ao shopping, o que equivale a andar por uma hora, a 5km/h.</p>
<p>Mas, se esta caminhada for acelerada, a queima de calorias é mais acentuada e pode chegar a 100 calorias em 15 a 25 minutos, sobretudo se você estiver carregando pacotes de presentes. Isso sem falar, é claro, no fato de que os preços em geral são mais baixos que nos shoppings e você não gasta com estacionamento ou gasolina. O segredo, contudo, é rever hábitos, e mantê-los.</p>
<p>Diante dos recentes aumentos no preço dos combustíveis, vale a pena rever a possibilidade de usar mais o supermercado de bairro e fazer as compras a pé. Neste caso, invista em um daqueles carrinhos de feira, que permitem que você carregue peso sem tanto esforço e, é claro, em um sapato confortável.</p>
<p><strong>Útil ao agradável</strong></p>
<p>Mexer com água é algo que acalma, já que ajuda a liberar as tensões de uma rotina exaustiva. Existem várias tarefas domésticas que envolvem o uso de água e ainda permitem que você se exercite ao mesmo tempo em que economiza dinheiro. Porém, não exagere no consumo, senão fará economia de um lado e gastará de outro.</p>
<p>Assim, você pode optar por lavar seu próprio carro no final de semana, o que lhe permitiria economizar algo como R$ 10-15 por lavagem, além de queimar cerca de 100 calorias caso se dedique a tarefa por pelo menos 25 minutos.</p>
<p>Se você tem uma empregada em casa, só porque não quer ter que lavar a louça e arrumar sua cama todos os dias, pode valer a pena rever os seus conceitos. Mesmo que consiga contratar alguém pelo salário mínimo, de R$ 350 mensais, é preciso registrar esta funcionária, efetuar contribuições ao INSS, pagar férias e décimo terceiro, de forma que o custo mensal é bem maior de quase R$ 450.</p>
<p>Ao invés disso, você mesma pode lavar seus pratos e dar uma ajeitada na casa, o que permitiria a queima de algumas calorias, e contratar uma diarista uma vez por semana ou a cada 15 dias. Neste caso, a economia seria de algo entre R$ 150 e R$ 250 no mês!</p>
<p><strong>Maior economia é com saúde</strong></p>
<p>Mas a maior economia de todas será alcançada através da melhora na sua saúde, que estes exercícios irão possibilitar. Ao abandonar o sedentarismo, certamente você irá gastar menos com remédios e visitas ao médico.</p>
<p>Lembre-se que estamos discutindo a possibilidade de uma mudança de hábitos, o que exige esforço, mas os resultados compensam. Ao invés de voltar para a casa e ligar a TV, ou o computador, e jantar algum prato congelado com pouco conteúdo proteico e muitas calorias, por que não aproveitar para arrumar o seu escritório, selecionar alguns livros que há tempos está querendo ler, ou até mesmo procurar uma receita nova na internet?</p>
<p>Para quem tem família, vale investir no trabalho em equipe. Por que não fazer um jantar romântico com o seu marido? Dividam as tarefas: você pode cozinhar, ele lava os pratos; além de mudar a rotina, a nova atividade pode permitir um entrosamento maior entre os membros da família. Envolva seus filhos na lavagem do carro, na manutenção do jardim; peça a ajuda deles na manutenção dos quartos etc.</p>
<p><strong>Todo esforço vale a pena</strong></p>
<p>Assim, como investimento, não desanime se não conseguir queimar muitas calorias, pois cada caloria queimada é melhor do que uma ganha. É melhor ter consistência e manter o hábito de poupar um pouco todos os meses, ou no caso, queimar um pouco, mas todos os dias, do que esperar fazer algo drástico que logo será abandonado.</p>
<p>A tabela abaixo mostra quanto tempo uma pessoa saudável precisa para queimar cerca de 100 calorias em várias atividades domésticas. Também foram incluídas algumas atividades esportivas a título de comparação:</p>
<p>Atividade Tempo em minutos<br />
Subir e descer escada 10-15 minutos<br />
Cortar grama 15-20 minutos<br />
Lavar e encerar carro 20-25 minutos<br />
Limpeza geral ou lavar roupa 20 -25 minutos<br />
Lavar janelas 20-30 minutos<br />
Cozinhar 30 minutos<br />
Varrer 30-35 minutos<br />
Pintar ou passar massa nas paredes 35-40 minutos<br />
Lavar prato e passar roupa 45-50 minutos<br />
Caminhar rapidamente 15-25 minutos<br />
Jogar tênis 20-25 minutos<br />
Andar de bicicleta (5,5 milhas por hora) 20-30 minutos<br />
Aeróbica média 20-30 minutos</p>
<p>Mesmo que a tarefa que você pretende fazer não esteja na tabela acima, certamente implicará na queima de calorias e economia para o seu bolso. Basta ver que, mesmo parado, você queima 120 calorias em uma hora, e que uma noite bem dormida de oito horas pode lhe render a queima de 480 calorias.</p>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.topdicas.com.br/2008/08/22/como-economizar-e-perder-peso-ao-mesmo-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como saber se você está comprando por impulso</title>
		<link>http://www.topdicas.com.br/2008/07/31/como-saber-se-voce-esta-comprando-por-impulso/</link>
		<comments>http://www.topdicas.com.br/2008/07/31/como-saber-se-voce-esta-comprando-por-impulso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 22:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lílian Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[armário]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[Casa]]></category>
		<category><![CDATA[CDs]]></category>
		<category><![CDATA[Compra]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[creme]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[festa]]></category>
		<category><![CDATA[perfume]]></category>
		<category><![CDATA[preço]]></category>
		<category><![CDATA[produto]]></category>
		<category><![CDATA[roupa]]></category>
		<category><![CDATA[shampoos]]></category>
		<category><![CDATA[supermercado]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[validade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.topdicas.com.br/?p=111</guid>
		<description><![CDATA[Basta uma espiadinha no armário para compreender o que seja comprar por impulso. No meu armário, existem alguns pares de sapatos que me pareceram lindos na vitrine, mas que agora são verdadeiros suplícios nos meus pés. 

Fora bolsas, roupas, bijuterias, maquiagens ... 

Mas como se resiste à compra da maravilhosa bolsa que a balconista insiste em nos dizer que "caiu tão bem"?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">Basta uma espiadinha no armário para compreender o que seja comprar por impulso. No meu armário, existem alguns pares de sapatos que me pareceram lindos na vitrine, mas que agora são verdadeiros suplícios nos meus pés. Fora bolsas, roupas, bijuterias, maquiagens&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como se resiste à compra da maravilhosa bolsa que a balconista insiste em nos dizer que &#8220;caiu tão bem&#8221;?</p>
<p style="text-align: justify;">Na prateleira da estante, livros nunca lidos, aquele CD ainda lacrado.<br />
E na geladeira? O pote do recém-lançado iogurte que você não gostou já com a data de validade vencida.<br />
No banheiro: cremes, shampoos e perfumes com validade vencida.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em uma sociedade consumista, estimulante e repleta de inovações. E ninguém está 100% blindado para conseguir escapar de uma comprinha desnecessária aqui ou ali.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, quando a impulsividade de compra está fora de controle, amontoam-se excessivamente coisas desnecessárias, especialmente adquiridas através de crédito e as dívidas impossíveis de serem quitadas crescem assustadoramente.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso pode significar que a pessoa esteja sofrendo de algum tipo de distúrbio emocional.<span id="more-111"></span><strong>Será que você desperdiça dinheiro sem saber?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1.</strong> Sempre paga as contas atrasadas com juros de mora e multa.<br />
<strong>2.</strong> Paga o mínimo do cartão de crédito ou esquece a data e, além dos juros, paga multa.<br />
<strong>3.</strong> Viaja sem planejar onde vai ficar. Chega tarde e cansada nas cidades e acaba entrando em qualquer hotel que tenha vaga, pagando qualquer preço que seja pedido.<br />
<strong>4.</strong> Esquece de devolver os filmes na locadora no dia certo e paga outra locação por um filme que já viu.<br />
<strong>5.</strong> Tem que mandar, via Sedex, o documento que esqueceu de entregar a alguém.<br />
<strong>6.</strong> Não faz lista para o supermercado, compra o que não precisa e o que faltou acaba comprando mais caro na padaria da esquina.<br />
<strong>7.</strong> Cada vez que precisa de um durex, não acha e acaba comprando outro.<br />
<strong>8.</strong> Sempre compra em qualquer lugar o presente do aniversário de hoje à noite, meia hora antes da festa.<br />
<strong>9.</strong> Acorda tarde e acaba tomando um táxi para chegar a tempo para um compromisso.<br />
<strong>10.</strong> Esquece de colocar gasolina e acaba entrando no primeiro posto que aparece, que vai cobrar o preço mais caro da cidade.<br />
<strong>11.</strong> Lava só uma ou duas peças de roupas na máquina, porque esqueceu de deixar para a empregada toda a roupa suja.<br />
<strong>12.</strong> Perde as moedas que colocou no bolso.<br />
<strong>13.</strong> Deixa o gato estragar toda sua mobília e depois tem que mandar estofar novamente seus sofás.<br />
<strong>14.</strong> Empresta seus livros, CDs e esquece de pedir de volta.<br />
<strong>15.</strong> Vive mudando de casa, perdendo coisas nas mudanças, tendo que dar coisas que não cabem na nova casa.<br />
<strong>16.</strong> Compra roupas que não vai usar nunca porque mudou de idéia.<br />
<strong>17.</strong> Compra sapatos desconfortáveis, só porque eram bonitos e depois joga fora porque machucam seus pés.<br />
<strong>18.</strong> Compra toneladas de maquiagem, mas só usa aquele batom que todo mundo diz que fica excelente em você.<br />
<strong>19.</strong> Estraga as facas que usou como chaves de fenda, porque não as encontrou e depois tem que comprar facas novas.<br />
<strong>20.</strong> Compra roupas lindas na liquidação, mas menores do que seu tamanho, esperando perder peso no próximo regime, o que acaba nunca acontecendo.<br />
<strong>21.</strong> Reforma o piso do banheiro e deixa o pedreiro estragar com massa os seus tapetes, quebrar a privada e pedir mais material do que realmente é necessário.<br />
<strong>22.</strong> Sabe que o carro precisa de nova correia, mas não troca. Espera arrebentar, quebrar o motor, paga o guincho, o conserto e o táxi para voltar para casa.<br />
<strong>23.</strong> Esquece de desligar o som, a televisão ou o computador quando sai ou vai dormir.<br />
<strong>24.</strong> Esquece de guardar o pote de sorvete e ele derrete em cima da mesa.<br />
<strong>25.</strong> Não tem uma agenda para marcar seus compromissos.<br />
<strong>26.</strong> Compra mais livros do que consegue ler, mais CDs do que consegue ouvir, mais comida do que consegue comer, mais roupas e sapatos do que consegue usar.<br />
<strong>27.</strong> Compra os aparelhos mais sofisticados, não lê o manual porque não tem paciência nem tempo e acaba usando só uma das dezenas de funções pelas quais você pagou.<br />
<strong>28.</strong> Perde o livro da biblioteca e tem que pagar por ele.<br />
<strong>29.</strong> Resolve fazer dieta, compra dúzias de produtos diet e light, quase sempre muito caros, e não persevera, não emagrece e gasta um monte de dinheiro.<br />
<strong>30.</strong> Enche o armário de remédios, para possíveis doenças que nunca ocorrem; ou vitaminas de todos os tipos cujas maravilhas ouviu falar. Não usa e acaba jogando tudo fora quando vence a validade.<br />
<strong>31.</strong> Compra coisas pela televisão, ou catálogos e nunca usa.<br />
<strong>32.</strong> Perde sempre as coisas, digamos portáteis, como óculos, chaves ou celular e vive tendo que repô-las.<br />
<strong>33.</strong> Fica sócia da academia, paga por meses e consegue se animar apenas duas vezes.<br />
<strong>34.</strong> Resolve fazer um esporte, compra toda a parafernália necessária e depois desiste. E as coisas vão se acumulando dentro da sua casa: bolas, raquetes, tacos, tênis, kart, planadores, pranchas, pés-de-pato, etc.<br />
<strong>35.</strong> Compra todos os brinquedos que encontra para seus filhos. Muitos eles sequer se interessam e acabam doados para o orfanato. O que, aliás, é sempre uma boa ação.</p>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.topdicas.com.br/2008/07/31/como-saber-se-voce-esta-comprando-por-impulso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O preço dos seus vícios</title>
		<link>http://www.topdicas.com.br/2008/07/27/o-preco-dos-seus-vicios/</link>
		<comments>http://www.topdicas.com.br/2008/07/27/o-preco-dos-seus-vicios/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2008 11:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lílian Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[bebida]]></category>
		<category><![CDATA[bombom]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[computador]]></category>
		<category><![CDATA[computadores]]></category>
		<category><![CDATA[consultor]]></category>
		<category><![CDATA[economizar]]></category>
		<category><![CDATA[escova]]></category>
		<category><![CDATA[ibovespa]]></category>
		<category><![CDATA[investir]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.topdicas.com.br/?p=93</guid>
		<description><![CDATA[Comer um bombom a menos por dia pode lhe render por volta de R$ 4 mil em dez anos! Agora imagine as manias mais caras, como cigarro e bebida. O lucro por ficar sem elas chega  a R$ 17 mil!  Por isso, parar de uma vez - ou até dar uma maneirada - é uma ótima saída pra economizar! Basta investir a grana  para começar a colher os frutos, pois “investir é desistir de um prazer imediato, para no futuro conquistar seus sonhos”. Quem garante é o consultor financeiro Reinaldo Domingos, de São Paulo, que calculou  quanto perdemos com gastos no dia-a-dia:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: center;"><strong>ALGUNS HÁBITOS FAZEM MAL À SAÚDE E AO BOLSO!<br />
</strong><strong>CONFIRA QUANTO DINHEIRO VOCÊ PERDE E O QUE DARIA PARA COMPRAR COM ELE.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Comer um bombom a menos por dia pode lhe render por volta de R$ 4 mil em dez anos! Agora imagine as manias mais caras, como cigarro e bebida. O lucro por ficar sem elas chega  a R$ 17 mil!  Por isso, parar de uma vez &#8211; ou até dar uma maneirada &#8211; é uma ótima saída pra economizar! Basta investir a grana  para começar a colher os frutos, pois “investir é desistir de um prazer imediato, para no futuro conquistar seus sonhos”. Quem garante é o consultor financeiro Reinaldo Domingos, de São Paulo, que calculou  quanto perdemos com gastos no dia-a-dia:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CIGARRO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se reduzir um maço de cigarro (R$ 2,75) por dia e depositar o total economizado por mês (R$ 82,50) &#8211; na poupança &#8211; rendimento médio de 0,6% so mês &#8211; você acumula:<br />
R$  em 1 ano: R$ 1.023,33<br />
R$ em 5 anos: R$ 6.5l5,48<br />
R$ em 10 anos: R$ 17.644,38</p>
<p style="text-align: justify;">Após 10 anos, dá para comprar:<br />
- 1 carro popular usado (R$ 17 mil) ou<br />
- 17 computadores (R$ 1 mil cada) ou<br />
- 50 microondas (R$ 350 cada).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-93"></span><strong>CHOCOLATE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Coma um bombom a menos (R$ 0,50) por dia e invista o total de um mês (R$ 15) na Previdência Privada -rendimento médio de 1% ao mês &#8211; para conseguir:<br />
R$ em 1 ano: R$ 190,24<br />
R$ em 5 anos: R$ 1.338,20<br />
R$ em 10 anos: R$ 4.139,02</p>
<p style="text-align: justify;">Após 10 anos, dá para:<br />
- comprar 2.069 esmaltes (R$ 2) ou<br />
- comprar 51 jogos de cama (R$ 80) ou<br />
- fazer 27 escovas progressivas (R$ 150).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAFÉ</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Basta deixar de tomar um café (R$ 1) por dia na lanchonete e aplicar a grana poupada num mês (R$ 30) em fundos do tipo DI &#8211; rendimento médio de 0,67% ao mês &#8211; para juntar:<br />
R$ em 1 ano: R$ 373,57<br />
R$ em 5 anos: R$ 2.419,61<br />
R$ em 10 anos: R$ 6.700,11</p>
<p style="text-align: justify;">Após 10 anos, dá para:</p>
<p style="text-align: justify;">- comprar 6700 esfihas de carne (R$ 1) ou<br />
- andar 2.913 vezes de ônibus (R$ 2,30) ou<br />
- fazer 335 vezes o pé e a mão (R$ 20).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CERVEJA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tome uma lata de cerveja a menos  (R$ 1,10) por dia e deixe o dinheiro de um mês (R$ 33) na Ibovespa &#8211; rendimento médio de 1,40% ao mês” &#8211; para obter:<br />
R$ em 1 ano: R$ 427,96<br />
R$ em 5 anos: R$ 3.339,62<br />
R$ em 10 anos: R$ 11.953,15</p>
<p style="text-align: justify;">Após 10 anos, da para comprar:<br />
- 239  sandálias (R$ 50) ou<br />
- 2390 batons (R$ 5 ) ou<br />
- 8032  Viva! (R$ 1,49).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>REFRIGERANTE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bebendo uma lata de refrigerante a menos por dia (R$ 1,50) e pondo toda a quantia salva no mês (R$ 45) em Renda Fixa &#8211; rendimento médio de 0,72% ao mês”,- você tem:<br />
R$ em 1 ano: R$ 561,91<br />
R$ em 5 anos: R$ 3.684,62<br />
R$ em 10 anos: R$ 10.369,40</p>
<p style="text-align: justify;">Após 10 anos, dá para comprar:<br />
- 25 máquinas digitais (R$ 4000) ou<br />
- 29 Tvs de 14 polegadas (RS 350) ou<br />
- 34 celulares (R$ 300).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DICA–</strong> Antes de aplicar o dinheiro, consulte um especialista para saber qual o melhor tipo de investimento para você.</p>
</div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.topdicas.com.br/2008/07/27/o-preco-dos-seus-vicios/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

