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O planejamento das matérias escolares é baseado na maturação psiconeurológica das crianças, o que cria a possibilidade do aprendizado como uma atividade muito prazerosa. Corresponder às expectativas pedagógicas deve ser algo natural e, portanto, tranqüilo. Quando aprender é penoso e provas são aversivas, causadoras de dores, geralmente de cabeça e de barriga, as notas baixas podem aparecer e constituem um motivo de elevação de estresse na relação pais-filhos.

Boletins ou avaliações com notas altas, conceitos altos, gratificam os pais, que têm a certeza que tudo está bem com o filho. Entretanto, quando tal não acontece, forte angústia costuma se fazer presente na mente dos pais e a escola é imediatamente consultada, para que se verifique o que há de errado com a criança, que não acompanhou a classe como deveria.

Medidas punitivas não resolvem, é preciso diagnosticar as causas. Muitas vezes a criança não tem culpa em relação ao fato de obter notas baixas. O diagnóstico correto possiblita a solução adequada

 Infelizmente, na maioria das vezes, a responsabilidade é colocada sobre a criança: ela não foi suficientemente atenta, ela falou demais com os colegas, ela foi preguiçosa, ela não fez as lições, ela não completou as provas, etc.. Sugestões são sempre feitas para reparar a situação: aulas de recuperação, acompanhamento escolar pelos pais, cobranças maiores, castigos como retirada de televisão, internet, jogos eletrônicos, festas, passeios…

Com alta freqüência, apesar dessas medidas, que pretendem ser reparadoras e que são punitivas, as notas baixas continuam na próxima avaliação!

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Postado por Lílian Almeida
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